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Riscos da automedicação

 

RISCOS DA AUTOMEDICAÇÃO

 

Garanta que toma medicamentos eficazes e seguros

A Ejaculação Prematura e a Disfunção Erétil são disfunções que podem ser tratadas. No entanto, deve evitar-se a automedicação, pois, para além de esta dificultar o diagnóstico correto da etiologia subjacente, poderá representar um grande risco para a saúde.

Obter informação sobre uma doença é muito importante. Para isso, devemos selecionar uma fonte segura e de confiança. Os sítios da internet de associações científicas ou outras entidades por estas apoiadas podem proporcionar informação útil e de confiança.

No entanto, apenas um médico pode identificar as causas (se é Ejaculação Prematura Primária ou Secundária) e prescrever os tratamentos mais adequados. Deve igualmente ter em conta que muitos dos tratamentos disponíveis recaem sobre medicamentos sujeitos a receita médica.

Assim, é verdadeiramente importante ter atenção a sítios da internet que vendam estes tratamentos sem necessidade de apresentá-la. Nestes casos, o mais provável é estar perante farmácias online ilegais, que procedem à venda de medicamentos contrafeitos.

É fundamental tomar medicamentos genuínos, em primeiro lugar pela sua saúde e bem-estar e, em segundo lugar, pela sua segurança, pois os medicamentos falsificados contêm, não raras vezes, substâncias nocivas. Compre sempre os produtos prescritos pelo médico numa farmácia de confiança ou numa farmácia online devidamente certificada (consulte o site do Infarmed que tem a lista de farmácias autorizadas a dispensar medicamentos através da internet).

A internet é o maior e menos regulado mercado do mundo

Além de farmácias online devidamente certificadas, existem também, na internet, muitos outros sítios de farmácias não licenciadas, que escondem a venda de medicamentos contrafeitos entre medicamentos aprovados. Em mais de 50% dos casos, os medicamentos comprados através da internet em sítios ilegais que escondem o endereço físico são produtos de contrafação. Um relatório preparado pela European Alliance to Access for safe Medicines (EAASM) revela que 62% dos medicamentos comprados online são de qualidade inferior ou contrafeitos, contendo, amiúde, substâncias não declaradas, prejudiciais à saúde.

As estimativas mais recentes sugerem que as vendas globais de medicamentos contrafeitos representem hoje mais de 75 mil milhões de dólares, tendo duplicado em apenas cinco anos, entre 2005 e 2010. Diversos estudos assinalam igualmente o elevado e crescente número de sítios na internet a fornecer medicamentos sujeitos a receita médica sem necessidade de a apresentar. Mais, os mesmos estudos revelam que muitas pessoas, apesar de terem consciência dos perigos implicados, compram estes medicamentos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde:

"Os medicamentos contrafeitos fazem parte do fenómeno mais abrangente do grupo de medicamentos de qualidade inferior. A diferença encontra-se no facto de serem, deliberadamente e de forma fraudulenta, mal etiquetados relativamente à sua identidade e/ou fonte. A contrafação pode aplicar-se a produtos de marca e a genéricos. Tratando-se de medicamentos contrafeitos, poderão incluir ingredientes corretos mas uma embalagem falsificada, ingredientes errados, ingredientes sem substâncias ativas ou com substâncias ativas insuficientes".

"Medicamentos de fraca qualidade (substandard) são produtos cuja composição e ingredientes não cumprem as especificações científicas corretas e que, deste modo, são ineficazes e perigosos para o doente. Os produtos de fraca qualidade podem surgir como consequência de negligência, erro humano, escassos recursos financeiros e humanos ou contrafação".

Que riscos estão envolvidos na toma de medicamentos contrafeitos?

Um indivíduo que toma um medicamento contrafeito coloca em risco a sua saúde. Este pode sentir efeitos secundários inesperados, reações alérgicas ou agravamento da sua doença. Diversos produtos contrafeitos não contêm substâncias ativas, contendo apenas substâncias inertes, que não proporcionam ao doente quaisquer benefícios de tratamento. Os medicamentos contrafeitos podem igualmente conter ingredientes errados, dosagens incorretas dos ingredientes certos ou ingredientes potencialmente perigosos.

Para obter medicamentos sujeitos a receita médica de forma segura, dirija-se a um médico e, de seguida, a uma farmácia devidamente licenciada. Se pretender comprar o medicamento online, certifique-se de que recorre a uma farmácia legítima. Consulte o site do Infarmed que tem a lista de farmácias autorizadas a dispensar medicamentos através da internet e evite, assim, comprar em sítios da internet que não disponibilizem o número de registo da farmácia, endereço físico e número de telefone (as farmácias ilegais não dispõem desta informação).
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